Hoje é um dia diferente. Normalmente, gravo para falar do nosso trabalho, de Salvaterra. Mas hoje, falo com o coração apertado, porque perdemos o nosso Mestre Damasceno.
Um amigo, parceiro de tantas conversas, uma pessoa que fortaleceu a nossa comunidade, não só em Salvaterra, mas também no Marajó e em todo o Pará. Perdemos uma referência, um nível de cultura que nos orgulhava. Damasceno vivia intensamente em nosso meio, sempre presente, sempre verdadeiro.
Como prefeito de Salvaterra, entendo que cabe a nós estimular e dar continuidade a essa cultura que ele tanto defendia, para que o legado do Mestre inspire outras gerações e a nossa identidade cultural se fortaleça cada vez mais.
Damasceno era único: influente, humilde e, acima de tudo, popular. Vivia de maneira simples, sem vaidades. Talvez por isso muitos não soubessem da grandeza que ele representava a nível nacional. Mas nós sabíamos, nós reconhecíamos, e hoje reafirmamos esse respeito e essa gratidão.
Para mim, pessoalmente, a perda é imensa. Ligava para ele quase todos os dias, e ele sempre estava disposto a conversar, a me acompanhar, a dividir ideias. Vai fazer falta. Vai deixar um vazio enorme.
Mas também me conforta ver que a população de Salvaterra recebeu o Mestre de volta com carinho, com fé, com a grandeza que ele merecia. Foi assim que ele sempre gostou: cercado dos amigos e do seu povo.
Me despeço dizendo: Mestre Damasceno, nota 10. Vá em paz. Você será sempre lembrado e querido, não só por mim, mas por toda Salvaterra.
— Valentim Lucas, Prefeito de Salvaterra